Entrevista com Zeca Baleiro

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Por Oldemburgo Neto

Muitas histórias e música. É assim que o músico, cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro define “José”, show de sua mais recente turnê, que já passou por diversas cidades brasileiras e chega na capital alagoana neste domingo (3), a partir das 20h, no Teatro Gustavo Leite, com produção assinada por Sue Chamusca. Em “José”, show em formato mais intimista, Zeca faz as vezes de um autêntico trovador solitário, ladeado no palco tão somente por seus violões, discos e livros. Em entrevista exclusiva ao Balaio Cultural, o artista compartilhou suas expectativas para o retorno a Maceió, falou sobre um novo álbum que está produzindo junto com Wado — seu parceiro de outros carnavais a exemplo do também alagoano Fernando Nunes — e comentou sobre colaborações que já realizou com outros músicos alagoanos: Júnior Almeida, Fernanda Guimarães, Vitor Pirralho e Wilma Araújo. 

Fã declarado da música produzida em Alagoas e tendo cedido seu talento a muitas gravações em parceria com artistas locais, é de se imaginar que o autor de hits como “Flor da Pele”, “Telegrama” e “Quase Nada” vai se sentir em casa com os amigos, e é essa essencialmente a proposta do show “José”, que busca criar um ambiente de intimidade entre artista e público quando, por exemplo, Zeca Baleiro divide com a plateia suas leituras e audições de músicas, abrindo espaços para improvisos e momentos particulares a cada espetáculo da turnê. Ademais, o show em Maceió, por ser a casa de muitos parceiros musicais do artista, pode contar até mesmo com alguma participação surpresa, conforme nos revelou o próprio Zeca. Confira abaixo a entrevista na íntegra.

Balaio Cultural: Zeca, seja muito bem-vindo novamente a Maceió. Qual é a expectativa para mais uma apresentação na capital alagoana depois de algum tempo sem shows por aqui?

Zeca Baleiro: A expectativa é de fazer um show bastante caloroso, apesar de intimista. O contexto agora é outro, show em teatro, eu e máquinas apenas. E muitas histórias e música.

Balaio Cultural: Lendo sobre o formato do seu novo show me ocorreu a lembrança de um registro audiovisual de proposta semelhante, do Bee Gees, chamado “Live by Request ” (2001). Nele, a banda toca o que é da vontade do público, que envia seus pedidos previamente por escrito e até mesmo ao vivo, durante o show, por meio de telefonemas, com mediação de um apresentador. Como tem sido a experiência de um show mais intimista e com participação direta do público no seu setlist? Mais desafiador ou mais prazeroso?

Zeca Baleiro: Sempre prazeroso. O desafio aqui surge do fato de que eu estou sozinho no palco e preciso manter a atenção e a emoção do público o tempo todo. Mas tenho conseguido (risos).

Balaio Cultural: Ao longo dos últimos anos, você firmou parcerias com alguns artistas alagoanos, a exemplo de Wado e Júnior Almeida, além do próprio Fernando Nunes, com quem você trabalhou por mais tempo. O que você tem a nos dizer acerca dos músicos e da cena alagoana?

Zeca Baleiro: Olha, eu sou muito fã da música produzida em Alagoas e venho acompanhando a nova cena com atenção. Já colaborei com Júnior, Pirralho e Fernanda Guimarães. Há uma cena bonita hoje, com gente comprometida com a cultura local mas mirando o futuro, e Fernando Nunes tem sido um aglutinador muito interessante dessa cena, com o projeto Sururu Music. Ele também produziu o disco da Wilma Araújo, pra quem compus uma música especial. O disco tá muito bonito.

Balaio Cultural: Há novas produções ou parcerias no horizonte com artistas daqui?

Zeca Baleiro: Durante a pandemia eu compus bastante e me reaproximei de alguns parceiros queridos, entre eles Wado. Estamos produzindo um disco juntos, lentamente, para o próximo ano. Sou muito fã do Wado.

Balaio Cultural: Teremos alguma participação surpresa no palco do Gustavo Leite?

Zeca Baleiro: Sim, é possível que haja uma participação surpresa (risos).

Balaio Cultural: É de praxe aqui no Balaio Cultural que artistas indiquem livros, CDs, discos e afins. Imagino que durante o seu show deve rolar boas dicas. Um álbum, um EP, um disco, um livro… o que você gostaria de sugerir agora especialmente aos nossos leitores?

Zeca Baleiro: Sim, compartilho leituras e escutas no show. Neste momento estou lendo alguns livros bem interessantes. Nunca leio um só de uma vez (risos). Indico “Vento Vadio”, com crônicas de Antonio Maria, compositor e escritor pernambucano, e “Povo de Deus”, de Juliano Spyer.

Balaio Cultural: Parabéns pelos seus vinte anos de carreira, e expresso também o desejo de que Maceió esteja sempre na rota de suas andanças pelo Brasil, seja nos palcos ou mesmo fora dele. O Balaio Cultural agradece pela entrevista e deseja um ótimo espetáculo!

Zeca Baleiro: Valeu, agradeço pelo carinho. Adoro essa cidade!

SERVIÇO

Zeca Baleiro – Show “José”
Local: Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções de Maceió
Dia: 3 de abril de 2022
Hora: 20h
Ingressos: Viva Alagoas (Maceió Shopping) ou no link https://bit.ly/3rpOVwb
Plateia A: R$ 140,00 (inteira) e R$ 70,00 (meia);
Plateia B: R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia)
Mezanino: R$ 100,00 e R$ 50,00

Obs.: É obrigatório o uso de máscaras e apresentação do comprovante de vacinação. Estudantes, pessoas com deficiência, professores e maiores de 60 anos pagam meia-entrada.

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