Workshop vai discutir terapias complementares no tratamento oncológico

0

Meditação, pilates, musicoterapia, ioga, cultivo de hortas caseiras, orquideoterapia, teatroterapia são algumas das praticas cada vez mais adotadas por pacientes oncológicos em busca de bem estar e qualidade de vida.  Essas atividades, consideradas terapias complementares, ajudam a lidar com a doença e a reduzir os efeitos colaterais do tratamento. Controle do estresse e da ansiedade, combate à depressão, resgate da autoestima, ganho de força muscular, estabilidade emocional, melhora do sono e do sistema imunológico são alguns dos benefícios trazidos pelas diversas terapias complementares.

Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não consiste apenas na ausência de doença. A definição adotada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) vem sendo seguida por centros médicos de referência no país, que buscam um conceito mais ampliado de cura ao indicar e promover as terapias complementares como aliadas dos tratamentos convencionais. Para falar sobre os benefícios de praticas como a meditação, o pilates e a ioga, o NOB (Núcleo de Oncologia da Bahia) promove o 4º Workshop de Terapias Complementares, no próximo dia 26 de julho, às 14h30, na sua sede em Ondina.

O evento é realizado em parceria com o estúdio de pilates e reabilitação Núcleo do Movimento. O workshop, dirigido a pacientes oncológicos, é gratuito, mediante inscrição prévia e dentro do limite das vagas.  Informações e inscrições: comunicacao@nob-ba.com.br / (71) 4009-7059

Estudos no mundo inteiro já apontam os benefícios à saúde produzidos por atividades como ioga, meditação e musicoterapia.  A música ajuda no controle da dor aguda e crônica e melhora o humor, a meditação controla a ansiedade e melhora a qualidade do sono e a ioga promove o relaxamento, reduz os níveis de cortisol (hormônios do estresse) e o cansaço e aumenta a capacidade de realizar suas tarefas diárias, dentre muitos outros benefícios.

“Essas praticas fortalecem o emocional e ajudam o paciente a aderir ao tratamento médico com uma perspectiva mais otimista e com mais tranquilidade. Eles ficam motivados e recuperam sua autoestima diante da doença. Essa postura de não se entregar faz toda diferença no resultado do tratamento. No caso do paciente que já superou a doença, são atividades que vão promover um estilo de vida mais saudável”, avalia a oncologista Maria Lúcia Martins Batista, da equipe do NOB.

De acordo com a médica, é importante tratar o paciente de forma integral, corpo e mente. As terapias complementares não substituem o tratamento médico convencional, mas, como o próprio nome diz, complementam o tratamento, reduzindo seus efeitos colaterais e propiciando vários benefícios na qualidade de vida, comportamento e autoestima do paciente.

Segundo a fisioterapeuta e educadora Physio Pilates, Helena Mathias, “os exercícios físicos são aliados na recuperação do paciente oncológico, pois melhoram sua capacidade respiratória, estimulam o sistema circulatório, aliviam dores musculares e promovem a imunidade e até o humor, já que liberam serotonina e endorfina, os hormônios do bem estar, combatendo a depressão também.” “Muitos pacientes oncológicos sofrem com fraqueza muscular e sensação de fadiga, a pratica do pilates recupera a força muscular e pode ser adaptada às necessidades e limitações de cada paciente”, acrescenta Helena Mathias.

O paciente com câncer pode sofrer alterações físicas, sociais e emocionais, além de incertezas de como será a vida pessoal e profissional a partir do momento da confirmação do diagnóstico, da descoberta de metástases ou da reincidência da doença.

“A atividade física pode e deve ser praticada a depender das condições do paciente, mas é essencial que haja orientação e acompanhamento do oncologista antes do início de qualquer atividade”,  explica a médica Maria Lúcia Martins Batista.

 

Compartilhe.

Sobre o Autor