Quero meus Rangers de volta

0

Cuidado: pode conter spoilers.

Já estamos mais que acostumados com remakes no cinema, isso ninguém discute. Poucas produções nos trazem roteiros originais e temos a oportunidade de rever grandes clássicos cinematográficos ganhando uma nova roupagem a cada ano. No que se refere a super-heróis isso ganha ainda mais sentido.
Nos últimos meses, os amantes da tão admirada saga Power Ranger se viram extasiados com a oportunidade de reviver a saudosa infância através destes personagens que nos fizeram sonhar em ter superpoderes alguns anos atrás.
Acompanhamos os trailers, admiramos cada pôster de divulgação e até voltamos a discutir na roda de amigos quem seria o Ranger Vermelho (ou qualquer outra cor).
O filme contemporâneo trás tudo da história original, o que é magnífico. Pudemos rever um alfa computadorizado, a Alameda dos Anjos reconstruída, Zordon modernizado… mas no que se refere a magia de ser um Power Ranger a produção pecou.
A parte mais esperada quando sentávamos em frente a TV era quando eles diziam: hora de Morfar. Ali acabavam nossos medos, nos enchíamos de poder e acompanhávamos a transformação de um por um, sabendo exatamente como acontecia e assistindo dia após dia sem se cansar, mas no filme não tivemos.

Nossos Rangers perderam a ‘’breguice’’ típica, não houve a coreografia segurando o morfador e sequer tivemos a emoção de uma trilha sonora que nos empolgasse enquanto se transformavam. E falando sobre trilha sonora, cantar ‘’Go Go Power Ranger” foi uma ótima sacada, mas muito mal encaixada.
A formação do megazord foi outra decepção. Queríamos ver uma versão brega de Transformers, com cada Zord se acoplando como sempre foi.
Após morfar, por que permaneceram a luta toda com a máscara da armadura aberta? Os Rangers originais conseguiam transmitir total emoção e a interpretação era impecável mesmo de rosto coberto. Nesta nova versão pouco pudemos desfrutar da tão sonhada armadura, que só aparece nos últimos minutos de filme.
Mexeram com nossos heróis, mas nossa admiração por eles é inabalável. O filme não é ruim, mas nós queremos nossos Rangers fazendo aquela típica pose de ataque de volta, com tapa no chão e abrindo os braços como nenhum “Karatê Kid” conseguirá fazer.
Eu sou o Ranger preto, e você?!

Por: Raí Silva

Compartilhe.

Sobre o Autor