Estudo aponta que ter uma noite longa de sono com interrupções é pior do que dormir pouco

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Cansaço, sonolência diurna excessiva, dor de cabeça, estresse e dificuldade de concentração são alguns dos sintomas de quem não tem uma boa noite de sono. E se engana quem pensa que é a quantidade de horas de sono que determina um descanso restaurador. “A qualidade do sono é muito mais importante do que a quantidade”, afirma Kenya Felicíssimo, pioneira em Odontologia do Sono na Bahia.

Estudos da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, comprovam: é melhor dormir bem por pouco tempo do que ter um sono longo com interrupções. Kenya explica: “Quando o sono é interrompido durante a noite, o indivíduo desequilibra as fases do sono (estágios 1, 2, 3, 4 e REM), fazendo mais o sono superficial do que o profundo, prejudicando os processos metabólicos que garantem a recuperação do organismo”.

Muitas vezes, essas interrupções no sono podem ser causadas por alguns distúrbios do sono, como o ronco e a apneia. “Quem dorme ao lado de um roncador, por exemplo, sofre muito com o barulho do ronco e, ao longo da noite, tem vários microdespertares. Ou seja, a pessoa quase acorda, mas não percebe isso e também não lembra no dia seguinte”, explica a cirurgiã-dentista.

Para dormir bem, Kenya Felicíssimo indica que seja feita a higiene do sono. “Adeque o ambiente do quarto, regulando a temperatura e a luminosidade, além de controlar os ruídos. Estabeleça horários regulares para dormir e acordar, evite refeições pesadas, fumar e ingerir álcool ou estimulantes, como café, próximo ao horário deitar. Banho com água morna estimula o sono e a luz de aparelhos eletrônicos, como televisões e celulares, podem atrapalhá-lo”, orienta.

 

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