Crítica / Um namorado para minha mulher

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Em cartaz nos cinemas, um namorado para minha mulher é um remake do filme Um namorado para minha esposa (2008), de Juan Taratuto, a partir do roteiro de Pablo Solarz que já ganhou versões também na Itália e no México.

O remake brasileiro em no elenco Ingrid Guimarães, atriz presente nos grandes sucessos de bilheteria do cinema nacional, que assina a adaptação com Lusa Silvestre e a diretora Julia Rezende. E Ingrid está acompanhada por atores do primeiro time: Caco Ciocler e Domingos Montagner.

O filme conta a história de Nena (Ingrid Guimarães), casada há 15 anos, amarga, reclama da vida, do tempo, de signos, dos noticiários e principalmente dos amigos do seu marido Chico (Caco Ciocler).

Chico (Caco Ciocler) um marido bobão e covarde, se sente sufocado com as queixas e brigas da sua mulher, e desejando a todo o instante o divórcio, cansado de tanto mau humor, junta-se com os amigos e criar um plano infalível, arranjando um namorado para sua mulher, para que ela se apaixone e peça o divórcio.

Um namorado para minha mulher é divertido, despretencioso, moderno e prova que o cinema nacional tem evoluído bastante, mostrando um avanço em relação às comédias nacionais dos últimos anos, traz um humor diferente, um roteiro bem escrito, diálogos bem pensados, as críticas que Nena fala sobre atualidades como a chatice de grupos no whatsapp. O cenário escolhido em cada cena, mostra a cidade de São Paulo mais tranquila sem a poluição e correria da vida urbana, a fotografia inicial do filme com bons enquadramentos, trilha sonora bem escolhida para cada cena.

Em cada cena filme deixa sutilmente uma mensagem para o público a repensar sua vida, suas atitudes, que não é necessário manter uma relação por comodidade, por medo de enfrentar a verdade, as consequencias, seja ela um casamento, um trabalho, ou uma parceria. Pior que terminar um relacionamento é manter algo que não é verdadeiro.

Confira o trailer:

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Sobre o Autor

Sou a garota publicitária, pisciniana, apaixonada pela vida, que tem um gosto dilacerado por seriados que é viciada em café quente. Sobre experiência de vida? Tenho várias... Na falta de amigos já conversei com o espelho, já quis ser astronauta, atriz, escritora, médica e advogada. Já roubei beijos e já confundi sentimentos. Peguei atalhos para chega mais cedo e me perdi no caminho. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer. Já chorei sentada atrás da porta do quarto, já fugi de casa pra sempre e voltei em poucos instantes, já fiquei sozinha na multidão. Já vi vários pôr-do-sol, mas sempre me deslumbro como se fosse o primeiro. Já senti medo do escuro, de fantasmas, das pessoas, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente, já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já chorei por ver amigos partindo e fiquei feliz quando novos amigos chegaram. São tantos momentos guardados em álbuns de fotografia, quase que esquecidos no fundo da gaveta.