Crítica do filme O Regresso – Balaio Cultural

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O filme o Regresso do diretor Alejandro G. Iñárritu é um verdadeiro clássico protagonizado por Leonardo Di Caprio e indicado ao Oscar de melhor filme em 2016.

O inicio é um pouco lento, os primeiros 20 minutos do filme confesso que dá vontade de desistir, mas continuei para ver o resultado afinal é um longa de Iñárritu.

O diretor do filme o Regresso tem uma trajetória longa nas telas da Brodway, foi diretor do filme Birdman, vencedor do Oscar ano passado (2015). O mais fascinante de Iñárritué a forma da narrativa, construindo toda a história com um único plano-sequência. Os cortes das cenas são imperceptíveis dando assim mais ênfase as cenas.

O Regresso começa com um ataque de nativos americanos a um grupo de caçadores de pele e couro que exploram a região. Em todos os momentos de luta, invasão Iñárritu passeia com sua câmera livremente captando cenas viscerais e mesmo assim é consegue tirar imagens belíssimas capaz de emocionar qualquer telespectador. A câmera de Iñárritu desliza por todas as cenas, em diferentes planos registrando belíssimas fotografias ao longo da trama, desde o ataque do urso as cenas de Hugh Glass.

Sinopse: A história se baseia na vingança de Hugh Glass (Leonardo Di Caprio) que é deixado por sua equipe para morrer após sofrer um ataque de urso que quase lhe causou a morte. No decorrer da narrativa, Hugh passa uma série de dificuldades desde fome, frio, sede e ainda fugir dos nativos, os sinais das adversidades são mostrados claramente pelo diretor.

Assistir o Regresso é sofrer junto com o ator do inicio ao fim. Tem uma grande possibilidade de Leonardo Di Caprio finalmente leva o Oscar de melhor ator no Oscar 2016, com essa atuação visceral.

Percebe-se uma perfeita sintonia entre a interpretação visceral de DiCaprio e as lentes de Iñárritu. Muito se falou sobre as dificuldades enfrentadas pela produção nos bastidores, incluindo rusgas entre o astro e seu diretor, mas como disse Iñárritu em seu recentemente agradecimento de vitória no Globo de Ouro: “o cansaço é temporário, já o filme fica para sempre”.

Por: Fabiana Santos

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