Crítica do filme A Noite da Virada

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Dois anos após o lançamento de Os Penetras, com Marcelo Adnet e Eduardo Sterblitch, o cinema nacional volta sua atenção mais uma vez para a noite de ano novo. Este é o caso de A Noite da Virada, longa dirigido por Fábio Mendonça e estrelado por Luana Piovani, Marcos Palmeira, Júlia Rabello, Paulo Tiefenthaler e João Vicente de Castro.

Conhecido pelo trabalho como apresentador do programa de culinária Larica Total, do Canal Brasil, Tiefenthaler vive Duda, um músico sem futuro (ou passado) que é sustentado pela esposa Ana (Rabello). No dia da virada, às vésperas de darem uma festa na casa deles, Duda decide contar para Ana que não a ama mais e que vai sair de casa. Com o passar do tempo, os convidados vão chegando e a situação se complicando, principalmente diante da revelação de que Duda tinha um caso com a vizinha Rosa (Luana Piovani), que pode estar grávida.

Marcos Palmeira interpreta Mario, um executivo bem sucedido que é casado com Rosa e se desespera com a notícia de que ela se envolveu com alguém como Duda. Em meio a tudo isso, Rica (João Vicente de Castro) tenta esconder o corpo de um traficante (Taumaturgo Ferreira) ao mesmo tempo que tenta conter a libido da esposa (Luana Martau).
O elenco é competente e não compromete. Rabello e João Vicente trazem a experiência do Porta dos Fundos, enquanto que Piovani e Palmeira estão bem no papel da mulher fatal e do executivo frio, respectivamente. O elenco conta ainda com as presenças de Martha Nowill, Daniel Furlan, Anselmo Vasconcelos, Tony Tornado e Alexandre Frota.

Mas de que adianta um elenco competente com um roteiro péssimo? Este é o caso de A Noite da Virada. O texto de Pedro Vicente, Nina Crintz e Cláudia Jouvin consegue o feito de não produzir nenhuma rizada (ou mesmo um sorriso) no espectador. Como estamos falando de uma comédia, isso é um problema grave.

A ideia de passar boa parte da trama em um só ambiente (um banheiro) é interessante e até torna o filme dinâmico. O fato, no entanto, de contar com outros cenários e com muitos papéis desinteressantes (o que é o personagem de Vasconcelos?) acaba prejudicando o ritmo e desnivelando a história.

Sem grandes momentos, o longa acaba virando refém do próprio título, com o espectador louco para que a noite vire de uma vez. No dia seguinte, a sensação não vai ser de ressaca, mas de esquecimento.

Fonte: Adoro cinema

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