Atletas que dormem bem têm mais chances nos jogos

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Estudos apontam que dormir bem pode ser o caminho para o atleta se tornar um campeão. De acordo com a cirurgiã-dentista Kenya Felicíssimo, pioneira em Odontologia do Sono na Bahia e doutora em Biotecnologia, isso acontece pois as noites mal dormidas afetam o funcionamento das funções fisiológicas e psicológicas do organismo, prejudicando a recuperação do corpo e, consequentemente, o desempenho esportivo.

“O atleta que dorme bem rende mais. Funciona como um doping natural, já que é na fase do sono profundo que o corpo libera o hormônio do crescimento e a testosterona, que ajudam a recuperar e desenvolver os músculos, no aumento da força e na diminuição da fadiga. Além disso, uma boa noite de sono também desenvolve a concentração e consolidação da memória, ajudando a guardar no cérebro as instruções do técnico, por exemplo”, explica a profissional.

A qualidade do descanso, entretanto, é mais importante do que a quantidade de horas de sono. Kenya Felicíssimo orienta que distúrbios do sono, como insônia, ronco, apneia e bruxismo, devem ser tratados, para proporcionar o repouso restaurador. “Quem dorme mal desequilibra as fases do sono, fazendo mais o sono superficial do que o profundo, prejudicando os processos metabólicos que garantem a recuperação do organismo”.

Cansaço, sonolência diurna excessiva, dor de cabeça, estresse e dificuldade de concentração são alguns dos sintomas de quem não tem uma boa noite de sono. “Caso o atleta sinta, com frequência, alguns desses sintomas, apesar de dormir por tempo suficiente, como as tradicionais 8 horas recomendadas, é necessário procurar ajuda médica para investigar se há algum problema com seu sono. Vale lembrar que cada organismo possui uma necessidade de sono e esse tempo de descanso é individual”, conclui a especialista.

Kenya Felicíssimo é cirurgiã-dentista e pioneira, na Bahia, em Odontologia do Sono, com título emitido pela Associação Brasileira do Sono (ABS). É doutora em Biotecnologia, especialista em Ortodontia e Radiologia e pioneira em projetos de PD&I na área de distúrbios do sono. Atualmente, está desenvolvendo um aparelho intraoral para tratamento do ronco que seja produzido em escala industrial (invenção patenteada que rendeu à profissional o Prêmio Inventor Independente da UFBA e contemplação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia – FAPESB).

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